No meu peito, esse desejo ansioso de ser, tão afastado de si mesmo, tão cheio de chegares, tão coberto de desencantos, tão precisado de incentivos, tão rebuscado, tão doído...
O meu canto sufocado pelo tempo me faz chorar em canto triste... disfarçado do querer...
Esse meu querer de não querer, querendo me expulsar... e eu querendo expulsar o não querer
de prosseguir... o querer de não chegar.
Ah querenças complicadas, de poeta assombrada, ante a dor que não se resguarda, ante o canto que teima, às escondidas, em fugir, partir... não mais lutar... E essa vontade louca de ir... de prosseguir, de caminhar... e esse sonho que me atiça, me provoca, me fascina, ao dizer que lá, bem diante, há um luminoso canto a me esperar.
Ah querenças de poeta... ser complicado demais para se decifrar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Meu Sonho Não Morreu
Meu sonho não morreu.
Sobrevivente de tempestades,
terremotos... decepções
sobrevive, ainda,
alimentado pelo querer,
sustentado pela espera
caminhante,
rumo ao chegar.
Meu sonho descansa,
ora tranquilo,
ora fatigado
pelo intenso caminhar.
Mas reergue-se, sempre,
o meu sonho,
buscando o tempo propício
para, em realidade,
transbordar.
Sobrevivente de tempestades,
terremotos... decepções
sobrevive, ainda,
alimentado pelo querer,
sustentado pela espera
caminhante,
rumo ao chegar.
Meu sonho descansa,
ora tranquilo,
ora fatigado
pelo intenso caminhar.
Mas reergue-se, sempre,
o meu sonho,
buscando o tempo propício
para, em realidade,
transbordar.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Desejo
Que a paz me cubra
E eu possa ser, eternamente, pássaro
que regressa no fim da tarde
e encontra pouso na árvore mais alta.
Que ondas de fé e vontade me balancem
e eu encontre força bastante para defender
e sustentar a minha paz.
Que os sonhos me ensinem os seus movimentos
e me conduzam à altura da realidade.
Que o Amor me ame, me ampare e e me ensine
a aceitar, compreender e ser Paz.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
TEMPESTADE
Olho ao redor e percebo um tempo incerto, nuvens escuras no ar. Abutres circulam ao redor, livremente premonizam o futuro que vai chegar (?) E o cheiro não é de chuva, o cheiro não é de mar
Cheiro estranho que polui o ar, que polui o tempo, escurece as águas, faz os rios chorarem. E, daqui do meu canto, qual ave de asas partidas, qual peixe lançado sobre a areia quente da praia, debato-me entre a trsiteza e a dor, sem entender porque tantos tão bem se acomodam, por que tudo se contagia, sem ter a quem apelar. O mal ri, o bem chora e o pobre ignorante sorri para quem arranca-lhe a vida e, feliz, vai embora.
A cada canto brasileiro, presença de abandono em desolada máscara de desamor, a confundir miséria, indiferença com justiça, "imenso favor", ações a favor, sim, da dor, bolsos cheios, barrigas vazias se misturam, a desencantar os olhos dos que veem.
Quando ouvirei o brado retumbante, quando verei este gigante levantar-se? Quem rebelar-se-á contra o que permanece adormecido, quem está a sufocar o seu grito? Quem e por que o maltrata tanto assim?
Gigante, avante, é hora de acordar!! Tiram-lhe, a cada dia a visão que ilumina, rasgam-lhe a carta de alforria e sobre todo o sangue derramada, bailam com cínica maestria, tentam negar-lhe (e negam) um novo dia, põem os seus jovens pelos escuros becos, a cair, a degredar-se ... cegam-lhes os olhos, endurecem-lhes o coração, desvalorizam os seus valores, alimentam as suas dores, os fazem cantar e aplaudir o mau, desprezando a justiça, ignorando a sensata voz da verdade e da paz.
Minha alma, gigante, sussurra um canto triste, a premonizar sonhos em pedaços,mas, a orar por uma outra realidade... sinto, contudo choros pelo ar. Entretanto, mesmo assim, eu escrevo, mesmo assim eu canto - por entre lágrimas indgnadas eu canto -, mesmo assim eu grito, porque é preciso coragem, é preciso luta, é preciso cantos, é preciso gritos, pra o gigante acordar.
O Amor
Quando o Amor vier em alarido,
gritando novas canções
ou em ecos de indignação,
fazendo o povo rebelar-se,
estarei lá.
É no meio do Amor
que, sempre, deverei estar.
É no meio do Amor
que hei de me expressar.
E, quando todos se esconderem,
e sozinho o Amor inquietar-se,
é no meio do Amor
que o meu grito há de revelar-se.
E, no seu aroma a explodir-se,
em mim, há de realizar-se.
Porque a minha vida é assim:
Somente no meio do Amor,
consegue ficar ou prosseguir.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
LOUVO
Enfim, vive-se de sonhos?
Planta-se sonhos risonhos,
por entre gritos chorosos, no ar?
Afinal que antítese é essa,
... ou parodoxo, entre a vida e o sonho?
Que quer a vida nos provar?
Provo-te, então, sou forte,
persistente até a morte,
Não me deixo abalar.
Se há no meu ser um grito,
um querer de sonhochorar,
canto o canto desta voz,
querença de todos nós:
seguir, lutar, vencer, louvar.
Louvar a força que nos alavanca,
em momentos de desesperança,
Louvar o Ser que nos agita, nos balança
e nos faz prosseguir, no caminhar,
Louvar o Deus vivo, onipotente,
Senhor de todas as vertentes
que nos faz o mar atravessar,
Louvar o Deus amoroso, bondoso, misericordioso,
mas que, também, é Deus de batalhas vencer,
de vitórias concretizar.
A Ele, sim, louvar.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Saudades
Sinto saudades do canto de bem te vis, a saudar a manhã, a cantar o repetido canto, despertando sonhos, revivendo lembranças, em minha alma.
Sinto saudades do revoar de pardais em pouso lento, partida agitada, às vezes dissimulada, fingindo o voo pleno para, a seguir, pousar sobre as árvores do meu quintal.
Sinto saudades de mim, em tempo de espera, a guardar o tempo propício, enquanto, como pássaros, fazia ninhos, no meu coração, a esperança, sempre a sonhar.
Sinto saudades de mim, eu, ainda, alma menina, em dura sina, a rebuscar o meu tempo perdido, noutro tempo, sem abrigo, que não ouve e já não me permite, meus brinquedos e fantasias amar.
Sinto tanta saudade do meu lugar...
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