quarta-feira, 20 de junho de 2012

Saudades


Sinto saudades do canto de bem te vis, a saudar a manhã, a cantar o repetido canto, despertando sonhos, revivendo lembranças, em minha alma.
Sinto saudades do revoar de pardais em pouso lento, partida agitada, às vezes dissimulada, fingindo o voo pleno para, a seguir, pousar sobre as árvores do meu quintal.
Sinto saudades de mim, em tempo de espera, a guardar o tempo propício, enquanto, como pássaros, fazia ninhos, no meu coração, a esperança, sempre a sonhar.
Sinto saudades de mim, eu, ainda, alma menina, em dura sina, a rebuscar o meu tempo perdido, noutro tempo, sem abrigo, que não ouve e já não me permite, meus brinquedos e fantasias amar.
Sinto tanta saudade do meu lugar...

Um comentário:

  1. Nessa coisa doída que é dona saudade...a lembrança do que fomos é o que mais acontece...também sinto muita saudade de mim...

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