quinta-feira, 10 de maio de 2012

SABES TU?



Sabes tu o nome desse vento cálido,
a desbravar corações,
a implantar-lhes tanta  inquietação,
a marcar intemporalidade,
a trnsformar-lhes seguidores da verdade,
a enebriar-te assim?


Sabes tu dessa vontade de chorar,
quando todos, despercebidos,
passam a cantar
e desse olhar profundo, cravejante,
a enxergar as verdades ocultas
aos comuns passantes?


Sabes tu dessa onda transformadora,
questionadora, a transpor os tempos,
a percorrer ora em bravura, ora tão lenta,
a beijar o coração dos que choram,
a afagar o coração dos que amam?


Sabes tu dessa inversa realidade,
retratada em subjetividade
e cravada no coração do poeta?
Que sabes tu desse sonho
que não dorme,
desse fingir que não mente,
 desse objeto de quem o tem?


Conheces tu a imaginação,
entendes de solidão,
conheces a viabilidade do fingir,
a amenizar o desejo de desisitir,
morte em plena vida,
ante as mazelas de um tempo
e o sussurro de uma criança,
a traduzir todas as dores da humanidade?

Respondes-me não?
Respondes-me sim?

Se há afirmativa em cada traço,
se há afirmativa em cada verso,
se há uma visão, em ti, do poder incalculável da vida,
e, nesse poder, constroes teus encantos, chora teus prantos...
inquietude e calma,
sorrisos e lágrimas,
sobre o manto suave de insatisfeito querer,
nos caminhos imaginários que vives a traçar o teu seguir
e insatisfeito, sempre, contemplas
o tempo que  contempla a ti,
nas ações de cada ser,
nas notícias de cada dia,
Então, és poeta. És moradia da Poesia.

domingo, 29 de abril de 2012

A chegar



O meu sonho já é barco sem rumo
Precisa de cais.
Arremessado pelas tempestades,
sem rumo e sem guarida
percebe-se indefinido,
sem pouso, sem chegar

Mas, o meu sonho é forte,
teimoso, persistente,
não desiste de chegar

E ao chegar - eu sei -
transformar-se-á em relva,
espalhar-se-á pelos campos
Há de querer alastrar-se

Meu sonho é ausente de ficar
É estrangeiro, pelos caminhos,
Buscando o seu lugar.


sábado, 7 de abril de 2012

AMANHÃ




Amanhã, bem cedo,
quando o sol chegar,
haverá flores abertas, a acenar
e, a sorrir para o dia a chegar.

Amanhã, os rios resusscitar-se-ão,
Paisagens abrir-se-ão em verdes risos
E o homem, em perplexa incompreensão,
Num milagre gerado pela paixão,
Ante Deus curvar-se-á
E pedirá perdão.

Amanhã,
não encontrarei animais perdidos,
abandonados, esquecidos,
maltratados, feridos,
pelas ruas, a vagar

Amanhã choverá.
E, sob chuva macia,
os passarinhos, por entre as ramagens,
começarão a cantar.

Amanhã verei o novo,
Em festas, saudarei o povo,
Felicidades a abraçar-nos.

Amanhã, um tempo novo
Repleto de Amor, alegria e gozo
Virá nos saudar.

E Deus, em alegria,
em plena harmonia,
Estenderá as mãos bondosas,
Sobre nós, derramará rosas,
a nos perfumar

Amanhã, um novo dia
Um coro de anjos, em plena sintonia,
inundará as nossas almas,
marcará a nossa face
que, repleta de emoção e poesia,
Outra Face,
 eternamente, contemplará.
Amanhã!

domingo, 25 de março de 2012

O que faz a Poesia, ao redor: agrega as pessoas, desperta sentimentos, ações, preenche os corações, movimenta olhares, gestos, passos, querer... faz a gente renascer, em cada olhar, em cada aceno, em cada abraço... e lá vamos nós vivendo, aprendendo, querendo, crescendo, em amizade, Amor, esperança e paz.

Na semana em que se homenageia a Mulher, alguns professores do, CEMJLS, em que desempenho a função de professora de Língua Portuguesa, resolveram surpreender-me, com uma bela homenagem, que hei de guardar, para sempre, no coração.

domingo, 18 de março de 2012

VIM






Vim a este mundo, para dizer palavras.
Para contemplar o céu, sob a imensidão do seu encanto
 e envolver-me em seu canto
 e enxergar a luz do sol
e esperar a chegada das estrela
 e sob elas adormecer
 e sob o sol amanhecer
 e tomar banho de rio
e brincar sobre a chuva
e tocar os meus pés descalços na grama macia,
em sintonia, afagá-la,
na pegada silenciosa
de quem caminha
sem ir embora.

Vim a este mundo para dizer palavras
e sentir, com o olhar repleto de indignação
ou de Amor,
todas as coisas que me cercam.

Vim a este mundo
para expressar o sentir das coisas.
Se me impedirem de dizê-las,
outros, certamente, dirão.
Eis o meu prazer:
Saber que, por entre todas as coisas,
sempre haverá o reflexo de Deus:
Amor, Beleza e Verdade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

SE EU PUDESSE...


Se eu pudesse,
Ah, se eu pudesse
decifrar essa onda inquieta,
acalmá-la, alimentá-la
com apenas uma canção



Se eu pudesse
encontrar uma resposta
que desvendasse esse segredo
e que me ajudasse a encontrar
a trilha que me levasse
ao querer da minha alma inquieta,
anseio que não se aquieta,
aqui dentro do meu coração


Se eu pudesse expressar esse querer,
banhado de sonhos, decepções e saudade,
certamente marcaria um encontro com a felicidade,
hoje,às três horas da tarde,
e a conquistaria,
dando-lhe um sorriso
e as chaves do meu coração.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Refletindo... desejando



Catando silêncios, colho palavras.
Colhidas palavras que me conduzem à busca, à reflexão
Eterna procura da resposta certa,
Do desvendar de incógnitas e
desse zelo na interpretação.

Fito o teatro da vida
E busco compreender
cada gesto, cada ato,
a desenrolar-se, neste palco sem fim,
Coberto de ilusões.

Que venha o renascer!
Que cortinas se cerrem, encerrem
E, noutro tempo, reabram-se,
A acenar Amor, solidariedade, compreensão.