domingo, 25 de março de 2012

O que faz a Poesia, ao redor: agrega as pessoas, desperta sentimentos, ações, preenche os corações, movimenta olhares, gestos, passos, querer... faz a gente renascer, em cada olhar, em cada aceno, em cada abraço... e lá vamos nós vivendo, aprendendo, querendo, crescendo, em amizade, Amor, esperança e paz.

Na semana em que se homenageia a Mulher, alguns professores do, CEMJLS, em que desempenho a função de professora de Língua Portuguesa, resolveram surpreender-me, com uma bela homenagem, que hei de guardar, para sempre, no coração.

domingo, 18 de março de 2012

VIM






Vim a este mundo, para dizer palavras.
Para contemplar o céu, sob a imensidão do seu encanto
 e envolver-me em seu canto
 e enxergar a luz do sol
e esperar a chegada das estrela
 e sob elas adormecer
 e sob o sol amanhecer
 e tomar banho de rio
e brincar sobre a chuva
e tocar os meus pés descalços na grama macia,
em sintonia, afagá-la,
na pegada silenciosa
de quem caminha
sem ir embora.

Vim a este mundo para dizer palavras
e sentir, com o olhar repleto de indignação
ou de Amor,
todas as coisas que me cercam.

Vim a este mundo
para expressar o sentir das coisas.
Se me impedirem de dizê-las,
outros, certamente, dirão.
Eis o meu prazer:
Saber que, por entre todas as coisas,
sempre haverá o reflexo de Deus:
Amor, Beleza e Verdade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

SE EU PUDESSE...


Se eu pudesse,
Ah, se eu pudesse
decifrar essa onda inquieta,
acalmá-la, alimentá-la
com apenas uma canção



Se eu pudesse
encontrar uma resposta
que desvendasse esse segredo
e que me ajudasse a encontrar
a trilha que me levasse
ao querer da minha alma inquieta,
anseio que não se aquieta,
aqui dentro do meu coração


Se eu pudesse expressar esse querer,
banhado de sonhos, decepções e saudade,
certamente marcaria um encontro com a felicidade,
hoje,às três horas da tarde,
e a conquistaria,
dando-lhe um sorriso
e as chaves do meu coração.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Refletindo... desejando



Catando silêncios, colho palavras.
Colhidas palavras que me conduzem à busca, à reflexão
Eterna procura da resposta certa,
Do desvendar de incógnitas e
desse zelo na interpretação.

Fito o teatro da vida
E busco compreender
cada gesto, cada ato,
a desenrolar-se, neste palco sem fim,
Coberto de ilusões.

Que venha o renascer!
Que cortinas se cerrem, encerrem
E, noutro tempo, reabram-se,
A acenar Amor, solidariedade, compreensão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

VENHA



És tua esta carta, sobre a minha janela?
Jogada assim, sem vestígios, parece-me não teres certeza do chegar.
Visitas-me, sempre, tão sorrateira, ora fazendo-te presença infinda, ora fugindo devagar, deixas sobre as marcas dos teus passos esse incerto querer, esse movimento balançante, entre o ir e o voltar.
Venha, não te acanhes. Aqui, tudo está tão triste... mas, venhas, sem pressa de voltar; venhas para ficar.
Fica comigo, fica; aqueça o meu coração, fala-lhe ao ouvido que tu vais ficar.
Tu tens percorrido caminhos vazios, não tens encontrado o pouso tranquilo, neste teu desejo tão corrente de prosseguir, de avançar; não tens recebido as boas vindas, o mundo parece já não mais te querer, assim como és, raio de luz, sol de todos os luares. Mas, venha!
Venha, Esperança amiga, pousa bem aqui, no meu coração e faze-me, outra vez, cantar.
É tempo de sorrir, de alegrar-se. Venha! É hora, venha!, é este o tempo de chegar.
Não desvies o teu caminho, não desistas da tua vinda; precisamos, mais do que nunca, te reencontrar.
Traze contigo o vento manso e, sobre ele, a Paz a nos saudar. Revista este tempo com a alegria da tua presença e dize-nos que , aqui, sempre estarás.
Esperança, amiga minha, é já Natal a chegar; mais um ano está indo embora e só tu podes reconstruir os sonhos,fortalecer os punhos, pular as barrreiras escuras, revigorar os corações cansados, acalmar as multidões agitadas, eliminar as tensões provocadas, para que, além dos sonhos, possamos a realidade reconstruir, os cantos abrir, a alegria replantar, sonhos novos construir, sonhos antigos , em paz, concretizar.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Primeira Vez


A primeira vez que li um poema, a minha alma saiu do seu esconderijo, arrancou a máscara pesada da vida (des) igual e, aos saltos, cantou esperança e quis sonhar.
A primeira vez que li um poema, quis aprender a falar. Quis lançar-me sobre as palavras, nelas mergulhar-me.
A primeira vez que li um poema,fui apresentada a mim; saudei-me, cantei, vibrei e festejei a minh'alma, a me sorrir.
A primeira vez que li um poema, descobri que nasci nesse sonho; que sou triste traço risonho, a marcar os olhos do meu tempo.
A primeira vez que li um poema, aprendi mais de mim e sobre mim. Rebusquei indagações antigas e as inquietações incontidas, reencontrei alegrias perdidas, reconheci a razão das minhas feridas, me percorri... ousei cantar.
A primeira vez que li um poema, imaginei-o, sim,  falando sobre mim. E agarrei-o firme no peito, cantei-o dia inteiro e plantei-o, no meu jardim.
A primeira vez que li um poema,  fez-se primavera, no meu coração. Jamais, contudo, imaginei, um dia,  colhê-lo assim: pássaro azul de doces asas prateadas a, eternamente, voar, dentro de mim.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

No caminho


Em minha alma, existe um canto adormecido que o mundo insiste em não deixar cantar. Mas, uma ordem invisível, sempre, estabelece-se, sobre mim e impulsiona-me a sussurrar palavras, a inventar canção, a ordenar ideias sonoras que sonham voar.
O tempo frio e insensível não me deixa partir; não me deixa alçar o voo que, por minhas asas já tão cansadas, vive, em mim, a gritar. E os passos insistentes e lentos que dou em direção ao mar, deparam, sempre,  com perigos, dificuldades, obstáculos que me impedem de passar. Contudo, eu persisto e insisto. Choro, grito, recuo, tenho raiva até, mas logo recomponho-me e volto a lutar.
A minha alma nasceu para amar. Mas, posta ante a luta, compreende que a sua aprendizagem passa pelo enfrentamento, nas dificuldades, pela reflexão e vontade que a fazem crescer e enxergar. Sabe a minha alma que os caminhos do mundo devem ser percorridos com destreza e sabedoria, pois só assim será conduzida ao seu lugar.
Eis-me, pois, mais uma vez, no caminho, enfrentando a tempestade, lutando enquanto amo; amando enquanto luto, rumo ao destino que Deus me traçar.